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jan/14

Humor em esquetes

Postado por Breno em Cinema
Tags: Cinema, Filmes nacionais

17

abr/13

EXCLUSIVO 'E Aí, Comeu?' aborda "homem moderno"

Postado por Breno em Cinema

19

jul/12

Produções brasileiras perdem mercado

Quando "E Aí... Comeu?", de Felipe Joffily, ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores, no fim de semana de 6, 7 e 8 de julho, quase deu para ouvir um suspiro de alívio de quem trabalha com cinema no Brasil. Até a comédia estrelada por Bruno Mazzeo e Marcos Palmeira chegar a esse público (o filme alcançou 1.492.677 ingressos vendidos no último fim de semana), nenhuma produção nacional tinha feito esse número em 2012. Só para comparar, nesta mesma época no ano passado, quatro produções tinham rendido mais de 1 milhão de espectadores. Algumas, como "De Pernas pro Ar", "Cilada.com" e "Bruna Surfistinha", já tinham superado os 2 milhões de entradas.
 
Antes de "E Aí... Comeu?", a melhor bilheteria do ano tinha sido "As Aventuras de Agamenon, o Repórter", com 915 mil pagantes. Os primeiros seis meses foram tão fracos que dois documentários entraram no top 10 de filmes nacionais. O resultado significou uma queda no market share do cinema brasileiro, de 11,9% no primeiro semestre de 2011 para 5,1% no mesmo período de 2012, enquanto o público total de cinema no país teve leve alta de 2,5% nos primeiros seis meses do ano. Produções como "Xingu" e "Paraísos Artificiais" decepcionaram na bilheteria.
 
Divulgação / DivulgaçãoLaura Neiva e Bruno Mazzeo em "E Aí....Comeu?", único nacional de 2012 a bater 1 milhão de espectadores
Para Jorge Peregrino, presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro, não aconteceu nada extraordinário nos primeiros seis meses do ano. "Cinema, guardada as devidas proporções, é igual a televisão e a todas as cinematografias mundiais. Se a novela não é boa, o ibope cai. Se os filmes não atingem ou não são aquilo que o público quer, o mercado cai", diz Peregrino. "Se alguém soubesse a fórmula para produzir sucessos perenemente seria um gênio."
 
Wilson Feitosa, da distribuidora Vinny, também afirma que a flutuação é normal no cinema, mas as produções brasileiras, além de não caírem no gosto do público, ainda enfrentaram muita concorrência. "Imaginávamos que longas como 'Xingu' e 'Paraísos Artificiais' teriam grande bilheteria, mas acabou não acontecendo principalmente pelo fato de que neste ano as grandes franquias americanas dominaram os circuitos de cinema no Brasil, restando para 'E Aí... Comeu?' a salvação da lavoura no primeiro semestre."
 
Bruno Wainer, da Downtown Filmes, distribuidora do maior sucesso deste ano junto com a Paris Filmes e a Riofilme, acha que fica difícil competir com as mais de cem grandes produções hollywoodianas e independentes estrangeiras que chegam ao mercado brasileiro todos os anos com uma quantidade pequena de filmes nacionais de verdadeiro potencial comercial. "Por problemas estruturais não superados desde a retomada, o cinema brasileiro só entrega, com boa vontade, de oito a dez filmes competitivos por ano. É como um clube de futebol querer disputar o campeonato brasileiro com meio time e sem banco de reservas", compara.
 
Para se ter uma ideia, das 2.446 salas que existem no Brasil, 844 estão atualmente ocupadas por "A Era do Gelo 4" e 814 por "O Espetacular Homem-Aranha". "Também temos de fazer lançamentos maiores para apostar numa carreira mais rápida", diz Eliana Soárez, da produtora Conspiração. "Os custos ficam ainda mais altos porque as cópias em 35 mm são caras, e o número de salas digitais é muito pequena." São 555 salas com tecnologia digital.
 
Divulgação / DivulgaçãoLaura Neiva e Bruno Mazzeo em "E Aí....Comeu?", único nacional de 2012 a bater 1 milhão de espectadores
Na opinião de Wainer, a baixa competitividade não se deve à capacidade da indústria local, e sim a uma falta de ajustes nos mecanismos de financiamento. "Eles precisam optar de vez pelo mérito como critério central de disponibilização de recurso", afirma. Apesar da ausência de Paulínia, que vinha se tornando uma grande patrocinadora de filmes nacionais, e da Petrobras, que ainda não lançou seu edital em 2012, a verdade é que dinheiro não falta: a Ancine disponibilizou um total de R$ 213,5 milhões neste ano, a Secretaria do Audiovisual, mais R$ 17,9 milhões, a Secretaria Estadual de Cultura do Rio, R$ 15,2 milhões, e a Riofilme, R$ 15,1 milhões.
 
Jorge Peregrino afirma que a redução dos entraves burocráticos e o aumento da velocidade de produção seriam, no entanto, fundamentais. "As linhas de financiamento de fluxo contínuo recentemente colocadas à disposição pela Ancine para televisão são um bom exemplo. E se houver a possibilidade de financiar o 'line-up' de uma produtora por três a quatro anos, o leque está aberto."
 
Apesar da decepção com os resultados do primeiro semestre, ninguém acha que a produção nacional está em risco. "O cinema brasileiro está cada vez mais forte, com novos talentos, produtores, distribuidoras. Se os filmes vão fazer sucesso ou não, é outra coisa. Isso acontece no cinema como um todo, não é exclusividade nossa", diz Augusto Casé, produtor de "E Aí... Comeu?".
 
As expectativas são melhores para os próximos meses. Só a Conspiração tem três candidatos a sucessos: o drama "À Beira do Caminho" (orçamento de R$ 7 milhões) e o drama biográfico "Gonzaga, de Pai para Filho" (que custou R$ 12 milhões), ambos de Breno Silveira, e a comédia "Os Penetras", de Andrucha Waddington, que consumiu R$ 8,5 milhões e será lançada com 380 a 400 cópias - "E Aí... Comeu?" saiu com 512, contra 702 de "Tropa de Elite 2".
 
Eliana Soárez nem se arrisca em relação ao faturamento. "O público dirá. Digo que a gente demora 48 meses para produzir e 48 horas para fazer ou não sucesso." As comédias "Totalmente Inocentes", "Até que a Morte nos Separe" e "De Pernas pro Ar 2" e a biografia "Somos Tão Jovens", sobre Renato Russo, são outras apostas. Mesmo assim, dificilmente a ocupação do mercado pelo cinema brasileiro vai se aproximar dos 18,78% de 2010 (ano de "Tropa de Elite 2") e muito menos dos 21% de participação em 2003 ou dos 30% que vários consideram o ideal.
 
http://www.valor.com.br/cultura/2756828/producoes-brasileiras-perdem-mercado
Postado por Breno em Cinema
Tags: Filmes nacionais

01

jul/12

Salve-se quem puder

Postado por Breno em Cinema

17

jan/12

Bilheterias

Postado por Breno em Cinema