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dec/11

Reis do riso

Postado por Breno em Cinema

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nov/11

Cinema volta ao ritmo de 2003

Depois de um ano atípico, por conta do sucesso do filme "Tropa de Elite 2", que sozinho levou 11 milhões de espectadores às salas de cinema, os estúdios brasileiros voltaram à normalidade. Em 2011, as produtoras fizeram mais lançamentos, mas conseguiram bilheterias menores por película exibida.
 
Ainda assim, os estúdios repetiram o desempenho de 2003 - o melhor ano do setor antes de 2010 - com sete filmes nacionais ultrapassando a marca de 1 milhão de espectadores: "Cilada.com", "Assalto ao Banco Central", "Bruna Surfistinha", "De Pernas pro Ar", "O Palhaço", "O Homem do Futuro" e "Qualquer Gato Vira-Lata".
 
De acordo com a consultoria Filme B, serão lançados neste ano 97 filmes brasileiros, ante 75 no ano passado. "O que faltou para não termos um novo recorde, além de um "Tropa de Elite", foram os filmes da Xuxa e do Renato Aragão, que juntos atraíam de 4 milhões a 5 milhões de espectadores todo ano", observa Carlos Eduardo Rodrigues, diretor executivo da Globo Filmes.
 
Ficaram fora da agenda produções de Xuxa e Renato Aragão, que atraem até 5 milhões de espectadores
 
Diferentemente de 2010, quando predominaram os filmes de biografia, neste ano as comédias têm sido a principal aposta. Uma das produtoras que concentrou esforços nessa vertente é a carioca Casé Filmes. Depois de alcançar a marca de 1,3 milhão de espectadores com "Muita Calma nessa Hora", em 2010, a companhia foi responsável pelo maior sucesso nacional de bilheteria de 2011, com "Cilada.com", que atraiu 3,2 milhões de pessoas aos cinemas.
 
Para 2012, a produtora programa o lançamento no primeiro semestre da comédia "E aí, comeu?", que trará nomes como Bruno Mazzeo, Marcos Palmeira e Murilo Benício. "Estamos apostando no gênero e temos um projeto de lançar mais seis comédias até 2014", conta Augusto Casé, sócio e produtor da Casé Filmes. Entre os títulos previstos estão as continuações de "Muita Calma nessa Hora" e "Cilada.com", além de projetos como "Boca do Inferno", "Os Caras de Pau" e "Os Melhores do Mundo".
 
Na avaliação dos produtores ouvidos pelo Valor, mesmo com a boa performance das comédias, o cenário do cinema nacional não se resumiu aos filmes que têm o humor como fio condutor. "O desempenho de 'Assalto ao Banco Central' mostra que o cinema brasileiro pode ser bom em qualquer gênero", opina Walkiria Barbosa, sócia da Total Filmes, responsável pelo lançamento, que atingiu 1,9 milhão de espectadores. Para este verão, a aposta da Total é o filme de bonecos "31 minutos", classificado por Walkiria como gênero família. A expectativa da produtora é de que o título atraia entre 1,5 milhão e 2 milhões de espectadores.
 
Sob o contexto de maior diversidade, uma das surpresas do ano foi o filme "O Palhaço", dirigido e protagonizado por Selton Mello. Com produção da Bananeira Filmes, o longa estreou no fim de outubro e superou nesta semana a marca de 1 milhão de espectadores. Para Vânia Catani, sócia e produtora da Bananeira Filmes, o êxito comercial do filme indica que há um filão inexplorado no país, distante das comédias que ela classifica como televisivas e dos chamados filmes-evento, como "Cidade de Deus".
 
 
"A produção é plural, o que não é plural é a distribuição. 'O Palhaço' pode fazer com que distribuidores e exibidores prestem atenção em outros gêneros que já são produzidos com qualidade no país, mas que não conseguem entrar em circuito", diz Vânia, que promete para 30 de dezembro o lançamento de "Billi Pig", coprodução com a Film Noise.
 
No acumulado do ano, a bilheteria de filmes brasileiros foi de 16,6 milhões de pessoas até o dia 4, volume 13,9% menor que no ano passado. A renda no período diminuiu 16,6%, para R$ 151,9 milhões. Em relação à bilheteria total, os filmes brasileiros estão com uma participação de 12,7%, ante 19% no ano passado, conforme a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
 
E a produção das próximas películas deve sofrer uma desaceleração no médio prazo, em virtude do atraso ou mesmo do cancelamento de editais que são os pilares da indústria nacional, como os incentivos do BNDES, da Petrobras e de Paulínia. Com a ausência desses recursos, Rodrigo Letier, produtor da carioca "TV Zero" - que lançou em 2011 o longa "Bruna Surfistinha" - destaca que poucos filmes foram rodados nesse ano e muitas produções foram adiadas. "O reflexo desse cenário vai ser uma quantidade de lançamentos menor nos próximos dois anos", diz Letier.
 
A própria TV Zero foi afetada por esse contexto. Com filmagens inicialmente programadas para 2011, o filme "Nise da Silveira", estrelado por Glória Pires, só começará a ser rodado em janeiro. Além do filme, a produtora prevê para 2012 os lançamentos de "Onde a coruja dorme", documentário sobre a vida do sambista Bezerra da Silva; e "Júlio Sumiu", longa com Lília Cabral baseado no livro homônimo do comediante Beto Silva.
 
A O2 Filmes, por sua vez, prevê colocar no mercado dois títulos em 2012: "Xingu", coprodução com a Globo Filmes que conta a história dos irmãos Villas Boas; e "A Cadeira do Pai", com Wagner Moura e Lima Duarte. Em 2011, a produtora lançou "Vips", visto por cerca de 600 mil espectadores.
 
Além de "Xingu", a Globo Filmes tem como apostas para o verão e para 2012 a comédia "Agamenon", sobre a história de um jornalista de "O Globo"; a obra de ficção "Reis e Ratos"; e uma biografia sobre Luiz Gonzaga e Gonzaguinha. "Em 2012, teremos um leque de épicos no cinema brasileiro como nunca se viu antes", diz Rodrigues.
 
http://www.valor.com.br/empresas/1096016/cinema-volta-ao-ritmo-de-2003
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26

jul/11

"Cilada.com" bate 1 milhão de público e supera expectativas

VALOR ECONÔMICO  -  RIO - Se a previsão inicial de público era de 2,5 milhões de espectadores, a segunda semana em cartaz de "Cilada.com", que já bateu 1 milhão, mostra números acima da expectativa. "Deveremos superar a casa de 3 milhões", diz o produtor Augusto Casé. Com a estreia de mais um filme da série "Harry Potter" no mesmo período, imaginava-se queda de público superior a 50%, o que não ocorreu. "Estamos resgatando a força do filme de férias nacional, como Renato Aragão fez com 'Os Trapalhões' por mais de dez anos."
 
Com distribuição da RioFilme, "Cilada.com", a maior abertura nacional do ano, é uma coprodução da Paris, Downtown e Globo Filmes, uma composição que ampliou o seu potencial de público, com 357 cópias. O orçamento de produção foi de R$ 5 milhões, e outros R$ 3 milhões foram investidos em lançamento.
 
(João Bernardo Caldeira/Valor)
 
http://www.valor.com.br/cultura/202019/ciladacom-bate-1-milhao-de-publico-e-supera-expectativas
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